SindusCon-SP prevê crescimento do produto da construção de 6,8% em 2004 e 4,6% em 2005

 

O Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo divulgou no dia 8 de dezembro, em sua sede na capital paulista, as previsões econômicas para 2004 e 2005. De acordo com o sindicato, o produto da construção deve apresentar neste ano um crescimento de 6,8%, em comparação a 2003. Para 2005, a expectativa é de uma elevação de 4,6%. As estimativas foram apresentadas em um painel conduzido pelo presidente da entidade, João Claudio Robusti, com exposições do vice-presidente de Economia do sindicato, Eduardo Zaidan, e das economistas da Gvconsult Ana Maria Castelo e Maria Antonieta Del Tedesco Lins.

Alguns construtores presentes ao evento declararam que a recuperação indicada pelos números ainda não foi percebida pela maioria das construtoras. Um empresário paulista chegou a indagar: "gostaria de saber a quem servem esses números, tão distantes da nossa realidade..."

Os expositores explicaram que, de fato, a recuperação ainda não chegou à grande maioria das pequenas e médias construtoras, especialmente nos grandes centros urbanos do Sudeste e do Centro-Oeste, onde o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) identificou queda no produto da construção no terceiro trimestre deste ano. "No município de São Paulo, por exemplo, o nível de emprego na construção cresceu apenas 1%, de janeiro a setembro", afirmou Robusti durante o evento.

O presidente do SindusCon-SP ainda chamou a atenção para a necessidade urgente de reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos de obras e da desoneração tributária da construção. Para o vice-presidente de Economia, o setor necessita de maiores investimentos na economia, aumento da eficiência nos gastos públicos, definição de marcos regulatórios, mais eficácia na aplicação das leis, desburocratização e desoneração tributária da produção.

A economista Ana Maria Castelo, da GV Consult, apresentou os resultados da 21ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, realizada em novembro com 310 empresários. A enquete confirmou que a recuperação ainda não chegou às pequenas empresas.

 

 

 

 

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