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Quem possui
poupança ou credito disponível ainda tem chance de comprar
um apartamento com preço relativamente barato. Mas isso não
deve durar muito tempo. Depois de ficar um período sem poder
repassar os custos para o valor de venda, por causa da baixa
procura, o setor já pensa em reajustá-lo diante da
expectativa de aquecimento do mercado.
“Com certeza,
a recuperação dos preços virá a médio prazo, porque ninguém
vai conseguir absorver os custos. Nos dez últimos anos, o
valor dos apartamentos não recuperou sua importância real.
Esta é uma boa hora para se comprar”, aconselha o
presidente do Sinduscon-MG, Eduardo Kuperman. Existe um índice
não repassado entre 15% e 20%, já que há um ano e meio o
mercado vem absorvendo a inflação do setor. Com a apuração
do Custo Unitário Básico da Construção (CUB) de setembro,
de 0,82%, só o acumulado dos últimos 12 meses atingiu
11,62%.
Alguns
materiais como o aço CA 50-A de
12,5 milímetros
, subiu nada menos que 39,94% apenas este ano. Descontando a
inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado, da
fundação Getulio Vargas (IGPM), houve uma variação real de
26,93%. No mesmo período, o piso de mármore aumentou 22,25%
e o fio termoplástico de
1,5 milímetros
, 42,86%.
Ainda
estamos com os preços próximos do custo. Mas, pelo que
percebemos a retomada do valor real já esta começando.
Porem, as construtoras devem num primeiro momento, apenas
repassar a inflação setorial. “só depois e que vão poder
pensar em lucro”, afirmam.
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