Pro-Consumer lança guia fácil do mutuário.

 

Você sabia que os contratos do sistema financeiro de habitação contêm exigências absurdas e estabelecem obrigações abusivas? E que geralmente os agentes financeiros usam formas ilegais de acumulação de juros? Estas e outras dúvidas podem ser esclarecidas com o Guia Fácil do Mutuário, que está sendo lançado pela Pro-Consumer (Associação dos Direitos do Consumidor), com todas as explicações necessárias para se compreender o sistema financeiro habitacional e também os direitos do mutuário. A princípio serão distribuídos 10 mil exemplares nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul.

Após anos estudando os direitos habitacionais, a Pro-Consumer sinalizou a necessidade de criar-se um guia facilitador, a fim de "descomplicar" o tão complexo sistema de financiamento. Para o presidente da Associação, João Carlos Scalzilli, a confusão contratual é proposital e tem como objetivo justificar abusos nos reajustes das prestações e no total do saldo devedor. "As siglas e formas utilizadas pelo agente financeiro (bancos e caixas econômicas) não são na realidade difíceis ou incompreensíveis. Basta serem colocadas de maneira acessível para que o mutuário compreenda’, diz.

Segundo Scalzilli, a maioria das pessoas contrai um financiamento sem na verdade conhecer a fundo o que está assumindo. "Muitos mutuários têm perdido suas casas porque, depois de algum tempo, passam a se defrontar com prestações absurdas e saldos devedores extravagantes. E quando procuram informações junto ao agente financeiro acabam não entendendo nada", esclarece.

No Guia Fácil do Mutuário as pessoas encontrarão soluções para reduzir prestações altas e saldos devedores absurdos; obter a restituição de valores pagos a maior; suspender e anular leilões, e esclarecerão todas as demais questões que envolvem o imóvel e o financiamento, tais como, seguro, quitação, problemas de construção, posse etc. Este guia é oferecido ao consumidor gratuitamente e pode ser solicitado pelo telefone 0300-1414400 (pelo qual também é possível tirar qualquer dúvida com especialistas em SFH) e pela Internet, acessando o site www.proconsumer.com.br ou diretamente pelo email proconsumer@proconsumer.com.br

Abaixo, algumas dicas encontradas no Guia:

Atenção: A lei está acima do contrato. Existem muitos casos em que as cláusulas são consideradas abusivas e, conseqüentemente, nulas. Assim como o agente financeiro nem sempre tem direito ao que ele exige.

É comum a aplicação de índices maiores, correspondentes a outras categorias profissionais e até mesmo reajustes sem que tenha havido qualquer aumento de salário ou ganho do mutuário. Além disso, o saldo devedor não segue a mesma regra de reajustamento da prestação, sofrendo alterações periódicas e desvinculadas do salário, o que ocasiona um crescimento exagerado da dívida.

Na prática, verifica-se que as instituições financeiras não respeitam nem a lei, nem o contrato. Se esse for seu caso, exija seus direitos. A progressão de crescimento das prestações geralmente é ilegal, pois a maneira de capitalização dos juros contratados é errada, conforme já sumulado pelo STF e STJ.

E nunca esqueça: Os contratos de financiamento da casa própria são amparados pelo Código de Defesa do Consumidor, o qual estabelece direitos e deveres para o mutuário e para o agente financiador, permitindo que sejam evitadas situações inusitadas.

 

 

 

 

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