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Cada
vez mais comuns na compra de imóveis, os consórcios ganharam
força como uma alternativa ao financiamento para a classe média
nos últimos anos. Para quem desconhece o sistema, ele
funciona da mesma forma que o consórcio de automóveis: as
pessoas que pretendem comprar um imóvel, mas não possuem
dinheiro suficiente, se juntam de forma a comprar um
apartamento por vez para uma delas.
Cada mês que passa, um imóvel é comprado e um integrante do
grupo é sorteado e beneficiado com o apartamento. Com isso,
uma pergunta cada vez mais freqüente entre os interessados em
comprar seu imóvel é como decidir entre participar de um
consórcio, ou financiar a aquisição.
Tempo de espera
A grande desvantagem do consórcio reside no fato de que, ao
contrário do financiamento, onde você recebe o dinheiro e
pode comprar seu imóvel imediatamente, é preciso esperar até
ser sorteado. Em geral nos consórcios de imóveis os prazos
variam entre 60 e 120 meses, dependendo do valor do imóvel.
Isto significa que, dependendo do valor do imóvel dos seus
sonhos, você pode acabar tendo que esperar até 10 anos para
realizar seu sonho. Ninguém que entra em um grupo de consórcio
levar esta hipótese em consideração, acreditando sempre que
será sorteado antes disto. Porém, alguém será sorteado
apenas no final, e este alguém pode ser você!
Portanto, o consórcio é recomendado para quem não tem
pressa para comprar o imóvel, se você é jovem e está
pensando em morar sozinho daqui a alguns anos, o consórcio
pode ser uma boa alternativa para forçar você a poupar para
este fim. Pois de certa forma, o consórcio pode ser comparado
como uma poupança programada.
Cuidado com a inadimplência
Outra diferença entre os consórcios e os financiamentos é
que, enquanto no financiamento você corre o risco de ficar
inadimplente, se as prestações subirem demais, ou você
perder o emprego, no consórcio este risco não está restrito
a você.
Assim sendo, o risco de um consórcio equivale também ao
risco de inadimplência dos seus participantes, pois se um
deles atrasar o pagamento das prestações os demais
participantes acabam tendo que arcar com esta diferença, de
forma a manter a entrega dos bens.
De acordo com o Banco Central, em janeiro de
2005, a
inadimplência chegou a 13,72% nos consórcios imobiliários,
isso inclui todos os participantes ativos que estão em
atraso, ou seja, tanto quem já foi contemplado e quem ainda
está esperando por isso. Essa taxa cai para apenas 2,82%
entre os participantes que já foram contemplados.
Como os consórcios em geral têm um prazo de duração longo,
e as prestações são ajustadas de acordo com a variação
dos preços dos imóveis, é preciso analisar com cuidado o
impacto da prestação no seu orçamento para evitar ficar
inadimplente. Vale lembrar que em caso de desistência, você
só terá direito ao seu dinheiro depois que todos os
participantes receberem seus bens, o que pode demorar muito
tempo dependendo da duração do grupo.
Comparando os custos
A grande vantagem dos consórcios sem dúvida reside nos
custos envolvidos, que tendem a ficar abaixo daqueles cobrados
nos financiamentos. A prestação dos consórcios é formada
pela soma dos gastos para se formar o chamado Fundo Comum, que
será usado para pagar o imóvel, acrescido dos gastos com
seguros, taxa de administração e taxa de fundo de reserva,
mas não são cobrados juros.
A título de ilustração vamos assumir o caso de um consórcio
cuja taxa de administração varie entre 13-17% e a taxa do
fundo de reserva é de 5%, para um imóvel de R$ 100 mil o cálculo
seria:
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Tipo
de taxa
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60
meses
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120
meses
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Fundo
Comum
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100%/60=
1,67% am
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100%/120=
0,83% am
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Fundo
de reserva
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5%/60=
0,083%am
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5%/120=
0,042%am
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Administração
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13%/60=
0,217%am
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17%/120=
0,1416%am
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Total
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1,97%
ao mês
|
1,01%
ao mês
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A grande vantagem é que as taxas podem ser amortizadas
durante a duração do consórcio. Portanto, quanto maior a
duração do consórcio, menor a taxa mensal, e mais vantajoso
em relação ao financiamento imobiliário. Por último,
deve-se lembrar que no consórcio as prestações são
ajustadas com base no valor do bem, enquanto no financiamento
o saldo devedor é corrigido com base na parcela amortizada e
os juros cobrados no financiamento.
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