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Contrapiso
Área construída: 6.789,97 m²Tipologia: residencial de médio padrão Construtora: Souen & Nahas Construtora e Incorporadora Responsável pela obra: Marcelo Mauricio Nahas
As lajes de edifícios recebem normalmente uma camada de contrapiso, para regularização antes da aplicação dos revestimentos. A execução requer o controle dos insumos para o preparo da argamassa e cuidados de dosagem. Envolve também o processo de transporte e o lançamento da argamassa. A base deve estar limpa para criar uma boa ponte de aderência. Isso é feito antes da execução das taliscas, que são referências para o nivelamento da argamassa lançada. A camada poderá ter espessuras bem variáveis nos diversos pontos, demandando mais ou menos argamassa, conforme o acabamento da laje. Para fins de estimativa de materiais, apresenta-se, a seguir, uma régua de "consumo de argamassa/m² de contrapiso", adaptada do livro TCPO - Tabelas de Composições de Preços para Orçamentos, 12a edição. Note que a faixa mostra valores variando entre 20 e 77,5 l/m2 e que os valores foram levantados em diversas obras de edifícios. Considerando-se que o traço adotado pela obra demandava 345 kg de cimento/m3 de contrapiso aplicado, os consumos da ordem de 7 kg de cimento/m2 significam pouco mais de 20 l de argamassa/m2. Esse valor está muito próximo do mínimo citado na régua de consumos e que é igual ao mínimo prescrito para a obra. Tal resultado somente foi possível devido à qualidade geométrica da laje executada, da precisão do contrapiso, da eliminação da influência de certas áreas do pavimento sobre as demais e graças à melhor especificação dos acabamentos. Por que a construtora optou por continuar a executar o contrapiso, sendo que a laje executada no nível zero elimina essa etapa? Fizemos essa opção para evitarmos transtornos que as laje zero podem causar. Como são mais delgadas, depois de carregadas, tendem a ter pequenas deformações. Isso nos leva de novo ao contrapiso. Qual foi o percentual de economia com essas medidas? Se compararmos aos números apresentados pelo TCPO como consumo médio (33,5 l/m²) chegamos a uma média de aproximadamente 36,5% abaixo (21,25 l/m²), o que é, sem dúvida, um grande avanço. Como a mão-de-obra assimilou as medidas de racionalização? Entendeu bem, porque as medidas eram simples. Passamos a controlar melhor o serviço e conscientizamos os pedreiros de que teríamos retrabalho se não fosse bem-feito. Além disso, acabamos gerando um banco de dados de consumo. O tipo de argamassa (industrializada ou virada em obra) tem influência no índice de perdas? Nós só utilizamos argamassa virada em obra. Isso requer cuidado com a umidade da areia, pois se inchar, altera o traço de cimento colocado na mistura. O que conta mesmo, na nossa opinião, é a fiscalização e controle dos materiais. Esta seção mostra as ações corretivas adotadas por construtoras para reduzir desperdícios de materiais em canteiro. As informações foram fornecidas pelas construtoras ao programa Gesconmat (Gestão do Consumo de Materiais nos Canteiros de Obras) da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, SindusCon-SP e Finep, coordenado pelos professores Ubiraci Lemes Espinelli de Souza, da Poli-USP e José Carlos Paliari, da Universidade Federal de São Carlos. Colaborou: Regiane Grigoli Pessarello Construção Mercado 48 - julho de 2005 |
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