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Álcool
no Canteiro de Obras
Conheça
os perigos desse hábito que pode virar doença
Baixa
produtividade, má qualidade do trabalho, ausências, atrasos
constantes, discussões e brigas, podem ser indícios de uso do álcool
no trabalho. Isso deve ser evitado ao máximo, pois a construção
civil é cheia de situações de risco, mesmo para quem está sóbrio.
E vale lembrar que até uma dose é o suficiente para deixar a
pessoa tonta, incapacitada para as atividades na obra, pronta para
provocar ou sofrer acidentes de trabalho.
O pior é quando isso se torna um hábito,
o que pode levar facilmente ao alcoolismo, considerado uma doença,
que se caracteriza por compulsão pela bebida. Com o passar do
tempo, a pessoa bebe cada vez mais, e não consegue ficar nem mais
um dia sem ingerir álcool. Sem a bebida começa a ter tremores,
convulsões, alucinações, podendo evoluir para o coma e a morte.
O indivíduo que bebe de vez em quando pode provocar situações
desagradáveis, mas entende o perigo e evita cair na mesma situação
novamente.
Apesar do perigo, infelizmente, o
problema é comum nos canteiros. Para muitos a bebida acaba
funcionando como um "remédio" contra o estresse, o
cansaço e a falta de perspectivas profissionais. O indivíduo
bebe e experimenta uma sensação agradável, mas passageira, que
dependendo do rumo se transforma em um quadro grave de dependência,
com conseqüências físicas, profissionais e emocionais.
Fica violento, irritadiço, o que
prejudica a convivência com os familiares e amigos. Além disso,
fica vulnerável a uma série de doenças como perda de memória,
raciocínio confuso, falta de coordenação motora, convulsões,
dores e queimação nos braços e pernas, cirrose, entre outros
problemas.
No trabalho, a bebida é um dos maiores
causadores de acidentes, pois altera muito a percepção e os
reflexos, mesmo quando consumida em pequenas doses.
Doença controlada
O alcoolismo é uma doença sem cura.
Mas que pode ser controlada com acompanhamento médico e com apoio
psicológico ao doente e a sua família.
O isolamento dos colegas só agrava o
quadro, pois causa depressão e dificuldades de relacionamento.
"O alcoólatra não deve ser marginalizado e perseguido pela
falta de compreensão da doença que apresenta", orienta Dr.
Sergio Rubens Leme de Souza, médico do Programa Saúde na
Empresa, da Diretoria de Assistência Médica e Odontológica do
Sesi-SP.
Embora fatores genéticos e sociais
contribuam, algumas pessoas são mais susceptíveis a desenvolver
a doença. Mas entre um gole e outro vale lembrar que existe uma
diferença grande entre beber socialmente e ser um alcoólatra. O
dependente necessita da bebida para levar seu dia adiante. Ele
simplesmente não consegue ficar sem beber.
Se você apresentar sintomas dessa doença,
não se envergonhe. Procure ajuda urgentemente. Identificar a doença
e as suas causas são os primeiros passos para controlá-la.
Atenção e cuidados
Exames médicos periódicos costumam
promover diagnósticos mais precisos quanto à tendência do operário
à doença.
De acordo com Jolivan Lopes Galvão,
instrutor de treinamento do Senai Tatuapé, uma das maneiras de
identificar se o trabalhador está embriagado é durante o chamado
DDS (Diálogo Diário de Segurança).
Caso seja percebida alteração no seu
comportamento, o operário deverá ser afastado de qualquer
atividade de risco e ser orientado a buscar ajuda.
Quedas - Com o
álcool, é mais fácil ficar tonto, tropeçar e cair ao trabalhar
em altura ou em escavações. A ingestão de álcool leva ao
descuido, com utilização incorreta dos EPIs.
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Choque
elétrico - Por estar com a atenção prejudicada, o
trabalhador pode pegar em fios descobertos e em outros
pontos de corrente elétrica.
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Ferimentos
- Com o uso do álcool, fica mais
fácil se ferir com as ferramentas de uso na obra como
martelos, pregos, arames, partes móveis de equipamentos e máquinas.
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Intoxicação
- Alcoolizados, os trabalhadores facilmente podem se
intoxicar com produtos perigosos, tais como gases, poeiras,
vapores de produtos químicos, tintas, solventes, levando a
conseqüências quase sempre graves.
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Sinais
do uso de bebidas alcoólicas
» Lentidão;
» Não realização de tarefas
determinadas;
» Acidentes no trabalho e fora
desse;
» Queda de produção e
qualidade;
» Constantes faltas ou atrasos;
» Saídas freqüentes durante o
horário de trabalho;
» Acidentes na execução do
trabalho;
» Constante alteração de humor;
» Mentiras e endividamentos com
os colegas;
» Pouca preocupação com a aparência
e higiene pessoal;
» Nega que bebe ou que usa
drogas, se abordado;
» Estado de excitação, euforia
e aumento de energia física;
» Tremores nas mãos e cãimbras;
» Apresenta inchaço, vermelhidão
no nariz e no rosto.
Onde encontrar ajuda:
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A.A. (Alcoólicos Anônimos)
www.alcoolicosanonimos.org.br
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